Em parceria com a Agência INOVA, a BICS - Associação dos Centros de Empresa e Inovação Portugueses- assume um papel activo na dinamização do Projecto POTENCIAL C, um programa integrado de difusão de informação e consultoria (co-financiado pelo QREN, COMPETE - Programa Operacional Factores de Competitividade) de apoio à promoção de empresas, no âmbito das artes, cultura e indústrias criativas.
A intervenção BICS passa pela dinamização de Acções de Informação junto de instituições de ensino superior, assim como pelo desenvolvimento e acompanhamento do Programa de Mentoring e do Programa Integrado de Capacitação de Empreendedores. O primeiro, dirigido a novos empreendedores do sector das artes, cultura e indústrias criativas, apoia e estimula a criação de empresas neste âmbito. O segundo facilita o acesso a componentes de empowermente mecanismos de gestão básicos necessários ao desenvolvimento e implementação de um plano empresarial.
POTENCIAL C, um projecto através do qual se pretende reforçar o espírito empreendedor.
Toulon recebeu no passado mês de Junho arede europeia de BUSINESS AND INNOVATION CENTRES (BIC), num congresso europeu dedicado à análise das indústrias criativas e à apresentação de tecnologia inovadora de apoio a estas entidades no âmbito da Música, Software, Publicidade, Audiovisual, Moda, Design, Arquitectura, Arte e Antiguidades e Artes Performativas.
A delegação portuguesa destacou-se pela apresentação casuística do programa Potencial C de auxílio à criação de empresas em ambiente artístico e cultural, tomado na Europa como um exemplo a seguir.
Subordinado ao tema “Creative Innovation, Inspired Entrepreneurs, Smart Growth”, o evento constituiu-se como uma importante plataforma de partilha de experiências e ferramentas de apoio à criação e modernização de empresas das indústrias criativas, e impulsionadora de parcerias internacionais em projectos de elevado valor acrescentado.
A Associação dos Centros de Empresa e Inovação Portugueses (BICS) participou no passado dia 01 de Julho, em Las Palmas, no Congresso Espanhol BIC, promovido pela ANCES, a “Associação Nacional de Centros Europeus de Empresas e Inovação Espanhóis”, que, à semelhança de todos os outros BIC europeus, se constitui como uma plataforma de partilha de conhecimentos técnicos para a criação de empresas em áreas inovadoras.
Assumindo-se como um pólo de apoio técnico e de gestão à promoção da internacionalização dos empreendedores e empresas, a intervenção da BICS portuguesa neste evento realçou a importância da continuidade de acções consertadas na Península Ibérica, para a afirmação de ambas as Associações junto da Rede Europeia (EBN - European Business and Innovation Centres Network). Uma aliança que resultaria ainda no apoio à internacionalização das empresas espanholas para Portugal e para os PALOP, no reforço de participações em projectos europeus de colaboração transfronteiriça e sobretudo na solidificação do Lobbyingem termos nacionais e internacionais.
No dia 24 de Fevereiro na Fundação Rei Afonso Henriques em Zamora teve lugar a reunião do recém criado Grupo de Trabalho integrado pelos BICs de Castela e Leão; Norte de Portugal e Galiza, com a coordenação desta Entidade dedicada à Cooperação Transfronteiriça no âmbito da Macro-Região do Sudoeste Europeu – RESOE. Os BICs/ CEEIs do Norte de Portugal, Castela e Leão e Galiza, têm uma ampla experiência de trabalho conjunto que resultou na materialização de projectos diversos no âmbito do empreendedorismo, da inovação e do apoio às PME.
Fruto desta trajectória, realizam-se de forma constante diversas alianças entre eles para a execução de projectos e distintas linhas de actuação no âmbito das suas especializações.
Os membros deste grupo que estiveram presentes foram Francisco Barredo, Director Gerente do CEEI Castela e Leão (Valladolid); António Cruz Oliveira, Presidente do BIC-CITMAD de Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real); José de Almeida Martins, Director Geral de NET Porto; Rosa Duarte, Directora de Marketing de NET Porto; Nuno Gomes, Director Geral do BIC Minho; Mª Teresa Cancelo, Directora Geral de BIC Galiza e o Secretário Geral da Fundação Rei Afonso Henriques, José Luis González Prada. O objectivo deste Grupo de Trabalho é coordenar esforços no âmbito da macro região integrada por Castela e Leão-Norte de Portugal- Galiza. Pretende-se, em particular, participar nos trabalhos já iniciados no âmbito desta iniciativa nas áreas de Economia e Indústria por um lado e de Educação, Universidades e Investigação por outro.
Para isso, identificaram-se as seguintes áreas de interesse, em consideração às quais organizar-se-á o trabalho a desenvolver:
O presente projecto é parte integrante e peça fundamental para a boa prossecução deste plano, e tem como objectivo proceder à caracterização de sectores identificados como emergentes e accionar mecanismos de articulação entre os diversos actores envolvidos por forma a alavancar a uma efectiva dinâmica de clusterização, que se prevê venha a ser propiciadora de um novo dinamismo económico e da génese de novas empresas, respondendo desta forma ao que é uma prioridade estratégica nacional, já que “a especialização territorial, implicando o estímulo ao desenvolvimento de dinâmicas diversificadas de descentralização e clusterização de base regional, representa uma condição necessária para a obtenção de níveis mais avançados de coesão económica, social e territorial”.
A pré-identificação dos denominados “clusters emergentes” foi realizada com base nas dinâmicas colectivas que estão a ser geradas em diferentes domínios e para as quais os BICS têm particular vocação para catapultar.
Perante a conjuntura actual e necessidade de uma rápida reconversão da estrutura económica, a BICS com o projecto de “Dinamização de Clusters Tecnológicos Emergentes” pretende envolver perante a conjuntura actual e necessidade de uma rápida reconversão da estrutura económica, os principais agentes de 4 áreas estratégicas emergentes para o impulsionamento de uma clusterização dinâmica. A convergência para este novo paradigma quando devidamente alicerçada em processos de fertilização cruzada, de partilha activa de know-how/transferência de tecnologia e em recursos humanos altamente qualificados e produtivos, possibilita que start-ups se capacitem para a intervenção nos mercados globais com produtos e serviços de elevado valor acrescentado.
Deste processo deve resultar uma distinção pela positiva de clusters mais dinâmicos e com maior potencial, fomentando debates de índole regional, recorrendo à promoção do networking e a sistemas de open innovation e oriented innovation. Espera-se que este crie condições para a geração de externalidades indutoras de efeitos de arrastamento na economia, sendo sensibilizador e incitador do Empreendedorismo, da Inovação e da Cooperação Institucional em Portugal.